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Jornalista, casada e amante das palavras. A pernambucana mais brasiliense de todas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Shakira no Palácio

De roupa preta, saltão e loiríssima, Shakira Mebarak acaba de chegar ao Palácio do Planalto. Confesso que nunca tinha visto seu sobrenome. Coisa de formalidades de agenda presidencial. Mas fato é que ficamos mais de uma hora aguardando a chegada, atrasada por conta da própria Agenda da presidente. Melhor seria se eu estivesse de 'pies descalzos', porque custou ficar em pé esse tempo todo. Depois que a Shakira saiu da Colômbia para o mundo, costumo dizer que ela troca de cabelo como quem troca de roupa. Assume mesmo as madeixas, sejam negras, vermelhas, com dread, de trancinhas ou loiras. O que mais me interessa na celebridade é a voz exótica, que, particularmente, gosto muito. Mas claro que os comentários gerais que ouvi por aqui foram: 'Ah, como ela é magra e baixinha!' 'Que cabelo feio, crespo, esticado... etc'. Inveja mata mesmo... rs Semana que vem quero ver o que a repórter do CQC, que também veio para cá com seu terninho mal cortado e de tênis, dirá. Shakira entrou rapidamente e com um sorrisinho tímido. Só parou para tirar foto com um menino, filho de uma funcionária, que pediu para ela com todas as letras - Sharira, tira uma foto comigo? - quebrando o silêncio. Mas alguns passos depois, o elevador já estava a sua espera, e foi-se. Neste momento está em audiência com a presidente. Vamos ver o que sairá de lá, desta agenda 'Loca'!

>>Atualização: O encontro foi rápido. Logo Shakira desceu para falar com os jornalistas. Ela doou um violão autografado para ser leiloado por programas sociais no Brasil e falou sobre a fundação latino-americana da qual é ativista, voltada para o desenvolvimento de crianças carentes de 0 a 6 anos. Viu, não basta ser pop, tem que se preocupar. Até!

Clique aqui para assistir a reportagem: http://www.youtube.com/tvnbr#p/u/16/P7ZgOhJaag0

Ichiro Guerra/PR

quarta-feira, 16 de março de 2011

Estoy Aqui

Mais um fim de tarde prateado na Esplanada. Os vidros furtacor dos ministérios refletem o vai-vém de carros e ônibus que encerram mais um expediente. A noite cai e eu continuo aqui, diante das cúpulas do Congresso, com a vista privilegiada do comitê de imprensa do Planalto. Vista vip e rotina mais parada que o usual. Na era Lula, não eram raros os eventos, solenidades, as imagens, as sonoras. A expectativa continua a mesma, mas com menos finais felizes e menos leads. Vemos mais a 'presidenta' pela TV, batendo papo com a Ana Maria ou andando de mãos dadas com a Hebe, do que aqui, em seu nobre palácio. Mas continuamos na eterna expectativa, esperando que alguém apareça diante do nosso púlpito, e nos dê atenção. Para assim dispararmos as boas ou más novas aos ouvintes, telespectadores, leitores, twiteiros, para o mundo. Nesta tarde, só rendeu uma sonora com o presidente mundial da AB InBev - maior produtora de cervejas do mundo. A má notícia é que eles vão investir R$ 2,5 bi no Brasil este ano. Devem gerar milhares de empregos, novas tecnologias e introduzir milhões de pessoas no alcoolismo maldito. Sim, porque nenhuma cerveja é impune, todas são devassas. Vão criar latas de tamanhos e rótulos diferentes. Sabores e texturas. Contribuirão diretamente para o aumento dos acidentes de trânsito nos feriadões. Aguardemos a divulgação do balanço da PRF na Semana Santa. No Carnaval, os resultados já foram devastadores. E ninguém se interessa em aprovar logo o projeto de proibir propaganda de cerveja, que perece no Congresso desde a época da proibição de comerciais de cigarro. A bebida foi retirada do texto estrategicamente. Dá lucro demais para ser considerada vilã. Mudando para um assunto mais sóbrio, Shakira e Obama estão dando o que falar por aqui. Tudo indica que Dilma irá mesmo receber a colombiana amanhã no fim do dia, nada confirmado ainda oficialmente. A pop engajada deve falar sobre a Fundação América Latina Solidária com a presidente. Vamos ver se ela falará com a imprensa no final, antes do seu show. Já o Obama requer mais cuidados. A Praça dos 3 Poderes e o Palácio já estão cercados. Quem quiser ver o presidente, só de longe. Ele deve chegar por volta de 10 da manhã de sábado (19) e ser recebido com as formalidades de praxe. Eu, provavelmente, estarei bem posicionada no chiqueirinho da imprensa oficial, devidamente credenciada. Dali, Obama segue para um almoço no Itamaraty. Mas, lembrem-se: no sábado, a Esplanada vai estar fechada a partir das 8 da manhã. Obama podia, entre outras coisas, acabar logo com a exigência do visto de brasileiros que vão passear nos EUA. Mas vamos aguardar para ver o que o presidente, outrora tão popular, vem nos dizer. Amanhã tem mais plantão aqui, direto da janela do Palácio e da prateada Esplanada. No ritmo estonteante de Estoy Aqui.

Nessa época, eu ainda ouvia Shakira

sexta-feira, 11 de março de 2011

Breaking news

Terremoto e tsunami no Japão, genocídio na Líbia, alertas nos EUA, na França e em outros tantos países. Tudo chacoalhando ao mesmo tempo no noticiário. Ondas assustadoras de catástrofes que inquietam o planeta. O que vem a seguir? Só Deus sabe.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O jeito Ronald de voar (2)

Há algum tempo, escrevi aqui sobre o jeito Farias de voar. Tratava-se de um comandante bem-humorado e gentil, que fez a diferença num voo da Tam. E agora, por questão de justiça, registro aqui o jeito Ronald de voar. Desta vez um comissário, o mais hilário que já vi. Com voz de locutor e sambista carioca, ele levou os passageiros ao delírio e recebeu duas salvas de palmas entre Salvador e Brasília. Uma das pérolas foi ter dito que deixava 17 mil beijos no coração dos passageiros. Daí em diante a simpatia conquistou até quem estava dormindo e ele aproveitou para se abrir mais ainda, cantando. Na saída, ainda deu autógrafo, é mole? E já 'estrela' em vários vídeos do youtube. Preciso dizer que esta foi a única qualidade do voo Webjet. Na minha opinião, a pior companhia atualmente, apesar de preços mais acessíveis. E justifico: Atendentes do check in mau-humorados; não se pode escolher a poltrona, pois o 'sistema' sorteia na hora, e normalmente meio. Ah, caso queira escolher, tem que pagar 5,00 na hora da compra do bilhete, como não fui eu que comprei... Outra coisa é o cardápio. Serviço de bordo não existe. Vc paga tudo o que consome, ou, passa fome. Já fui prevenida e levei meu salgadinho, porque me recuso a pagar 12,00 por um sanduíche. Não esqueçam: levem a lancheira para voos Webjet ou paguem até pela água que vão beber. Até a Gol está aderindo ao cardápio, mas pelo menos serve o básico. Mas em caso de emergência e falta de dinheiro no bolso, não se preocupe, eles passam a maquininha do débito. Aff, como diriam minhas irmãs.

Uma chave singular

Dizem que, para entrar em alguns lugares, só com um sorriso sincero. Ele é capaz de abrir portas que nem se imagina. Portas que driblam a arrogância, o mau-humor, a ignorância. Verdadeiras fortalezas que, sem o sorriso, seriam intransponíveis. Ele amolece o coração duro e a ruga mais sisuda na testa. Abre caminhos para o diálogo, a gentileza, a cordialidade, e por que não, ao amor. Além de ser saudável para a alma sorrir e agradecer pelo dia, pela vida, por mais que ela traga seus percalços. Hoje não acordei sorrindo. Não sorri para uma atendente que passou a noite trabalhando numa lanchonete do aeroporto e às 6h da manhã certamente já estava exausta. Tenho a impressão de que se eu sorrisse para ela, esse fim de plantão terminaria mais leve. Preferi guardá-lo comigo. Mas sorriso guardado não surte efeito e não abre portas. É como uma chave perdida, fora do chaveiro. Então digo para mim mesma: sorria, mesmo que pareça difícil. O resultado vale a pena. É singular.


Bom dia. E não se esqueça: sorria


Pelo Pelô


Fiquei devendo a saga do Pelourinho. Quem me conhece deve perguntar o que faço no olho do furacão do Carnaval na Bahia, no meio da batucada, em frente ao palco do Olodum... Cobertura presidencial, respondo. Como assim? Caí de paraquedas numa pousada no centro histórico nervoso de Salvador na semana de Carnaval. O casarão colorido da pousada deve ter uns 400 anos. Pé direito alto, móveis rústicos e muito simples. Nada de luxo, e mesmo assim, hospedagem cobiçadíssima pelos foliões, que não veem a hora de liberarmos os quartos. Não seja por isso, às 5h da manhã partirei, e é capaz das ruas ainda estarem cheias. Cheias de gringos de toda parte. E brasileiros, muitos, que não se cansam dessa vida. O fascínio que a festa da carne provoca no mundo é impressionante. Mas depois chega a quarta-feira e tudo é cinza. Eu sei que vou pular de alegria quando chegar na minha cama e no meu sossego. Já andei o suficiente pelo Pelô. Agora deixo a banda passar, com uma ressalva: as vielas do Pelourinho são estreitas, mas o caminho da perdição é largo, muito largo. Pense nisso!

terça-feira, 1 de março de 2011

A saga do Projac


TV GLOBO / Renato Rocha Miranda
Neste momento está sendo exibido o programa Mais Você com a presidente Dilma Rousseff, gravado ontem (28). Não dá para ver (risos), mas eu estava lá. Sim, estava lá na recepção do Projac com mais meia dúzia de colegas da Folha, Estadão, da própria Globo, CBN... Todos à espera da presidente, já cientes que nem a veríamos, a não ser hoje, no ar. Mas uma coisa que aprendi nesta cobertura presidencial é que não importa onde, quando e o quê, precisamos estar por perto. Ossos do ofício. Afinal, é a principal mandatária do país. Ela chegou às 11h20, pontualmente atrasada em meia hora. Pudera, o tempo estava muito nublado e o deslocamento foi de helicóptero. O mais próximo que ficamos dela foi quando ouvimos o barulho das hélices durante o pouso, acusando sua chegada. A partir daí, foi uma jornada de quase cinco horas sentados nas poucas poltronas da recepção, cercados de artistas por todos os lados. Bruno Gagliasso, Suzana Vieira e Caio Castro foram alguns dos que passaram por lá. Mas ninguém era celebridade para nós a não ser Dilma Rousseff. E a gravação se prolongava e entrava pela hora do almoço. Enquanto elas tomavam o café da manhã no bate-papo do programa, a nossa fome aumentava. Mas um Bob's que ficava pertinho dali foi a salvação. Pedimos para um colega buscar alguns lanches e seguimos esperando. De dez em dez minutos ligávamos para assessores em busca de notícia, afinal, já estava dando 3 da tarde e nada da presidente sair. Ela estava num almoço oferecido pela Ana Maria. Foi quando saiu do Projac o grupo de repórteres da Contigo e afins que haviam entrado para acompanhar a gravação de um novo seriado global, acho que se chama Tapas e Beijos. Lá, participaram de um coquetel e tiveram que compartilhar a comidinha com os jornalistas famintos. Os bem-casados que eles trouxeram de lembrança foram rapidamente devorados por quem estava fora. Percebe-se que foram mais bem tratados que nós nessa cobertura. Bem, por volta das 16h a hélice acusava novamente que Dilma havia partido. E nós estávamos liberados. Esta foi a saga do Projac, a chamada fábrica de sonhos da Globo, onde não é permitido tirar uma foto do lado de dentro e nem fazer um tour despretensioso com o carrinho elétrico. Enfim, este foi um pouquinho da minha rotina nesta segunda-feira. Mas estava só no início. Depois conto a saga do Pelourinho, onde cheguei só depois da meia-noite, depois que saí do Projac. Daqui a pouco a presidente estará aqui em Salvador. Desta vez, espero que renda matéria.


TV GLOBO / Renato Rocha Miranda

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Espécie em extinção

Esperando pela transmissão ao vivo do Oscar, num quarto de hotel no Rio, me deparo com uma reportagem sobre a mais nova espécie em extinção: o Blog. Sim, ele está sendo substituído, ao que tudo indica, pela versatilidade dos míseros 140 caracteres do twitter, mais conhecido como microblog. Já era de se esperar. É como a substituição natural da espécie tijolão pelo iphone, do VHS pelo Blu-ray, do Atari pelo Wii, da nossa capacidade de escrever pela capacidade de resumir. No meio virtual, o que importa é o conteúdo, a despeito da forma. (Aliás, no Facebook, uma imagem vale mais que mil palavras.) O resto é encheção de linguiça. A justificativa para este fenômeno natural é que os milhares de blogueiros estariam cansados de escrever para ninguém ler e, portanto, protagonizando esta diáspora rumo ao twitter. Mas, por enquanto, não seguirei esta tendência, e nem serei seguida por ninguém. Prefiro continuar com a infinidade de caracteres do blog. Meu caso antigo é com as palavras, por isso não abrirei mão delas tão cedo, ainda que seja considerada prolixa pela nova ordem mundial da microcomunicação. Ainda carrego o peso do tijolão das orações e períodos que não cabem nos 140. Posso até me cansar de não ser lida, mas jamais me cansarei de escrever. Assim espero. Agora vamos ao Oscar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Foi-se

"Bóia no céu, imensa e amarela, tão redonda lua, como flutua..." Essa trilha de Tom Jobim poderia acalentar esta linda noite de sexta-feira. Saindo do trabalho me deparei com ela, que me atraiu como imã. Mudei o caminho de casa e fui seguindo sua luz. Peguei um trajeto alternativo, desci a Esplanada, louca para parar num sinal vermelho para fotografar. Mas quando a gente menos precisa, vem uma onda verde. Mas fui a 60 por hora, sem pressa, dividindo a atenção entre o trânsito e sua beleza. Cheguei em casa, depois de uma semana dura, e parei para conversar pelo Infinity com minha tia querida, Virgínia, direto de Curitiba. Quando de repente, o telefone toca. - Princesa, roubaram o carro. - O quê?! Exclamei assustada. Isso mesmo. Já estava feito. Nosso carrinho de estimação havia sido furtado numa área iluminada, atrás de uma conhecida faculdade. Nos encontramos para registrar ocorrência e entregamos a Deus a solução. A essa altura, a Lua já havia nos abandonado. Subiu ao firmamento. Mas certamente testemunhou tudo lá de cima, com uma visão panorâmica. Porque muito pode escapar das lentes das câmeras, mas nada escapa aos olhos de Deus, criador do céu e da terra. Ele sabe onde nosso carro está, e sabe se ele vai ou não reaparecer. O sentimento de indignação e impotência diante da criminalidade dão lugar à paz e gratidão por não ter acontecido nada pior. Que Ele continue nos protegendo e, se for da Sua vontade, traga nosso carrinho de volta. Vai fazer uma falta...

Amo x odeio

Resolvi colocar um raio-x daquilo que penso e sinto. Um breve exercício de auto-conhecimento. Um dos mais difíceis, aliás. Sessão inspirada no Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001).

Amo

Receber os amigos em casa para comer e bater um papo
Receber flores, nem que seja uma rosa solitária
Receber a piscadinha do meu marido
Cantar
Ser repórter
Tirar férias
Viajar
Ter tempo para não fazer nada
A hora de dormir (sempre)
Assistir a um filme e me emocionar
Ouvir piadas, já que não sei contar
Jogar Super Mário, dos antigos, especialmente a lutinha contra o Luigi
Jogar jogos de tabuleiro, especialmente Imagem e Ação, e voltar a ser criança
Não sentir nenhuma dor
Escrever e imortalizar os fatos
Tirar fotos e imortalizar os momentos
Comer bem, conhecer novos restaurantes
Aprender receitas
Resolver um problema com diálogo
Ver o pôr do Sol, ou o nascer, quando consigo
Ver a evolução de uma criança
Sapatos rasteiros
Cachorros dóceis e espertos
A panqueca, o camarão na moranga e a feijoada da minha mãe
Ah, faltou a couve-flor empanada
Zucotto, o legítimo
Havaianas, as mais práticas
Ouvir música, uma para cada momento
Andar nos corredores da Escola de Música
Ir a um concerto no teatro (de preferência de graça)
Assistir a uma ópera completa (como há muito não fazem em Brasília)
Participar de um coral e ser contralto
Espírito cooperativo

Odeio

Carregar um monte de coisas nas mãos e,  ao mesmo tempo, ter que abrir 'mil' portas
Não obter resposta de algum email que enviei
Perder a chave ou o celular dentro da bolsa
Esquecer alguma palavra quando preciso dela
Fofoca
Arrogância e estrelismo
Injustiça
Mentira
Ser indisciplinada
Quebrar copo lavando a louça
Desorganização
Baratas (com todas as forças)
Insetos em geral
Hipocrisia
Dor de cabeça ou qualquer outra dor
Ser mal compreendida
O alcoolismo, que destroi vidas e famílias
Sapato que machuca, normalmente de salto alto
Não ser recebida pelo anfitrião de uma casa (quando ele demora a abrir a porta e quando abre vira as costas sem ao menos dizer oi. Isso acontece nas melhores, ou piores, famílias, pasmem...)
Cachorro bravo que só sabe latir e rosnar
Gatos (que me perdoem)
Cachorro que não gosta de receber carinho (por medo, começa a tremer)
Exageros
Quando só se pensa no próprio umbigo
Ser tão tímida (atrapalha conhecer novas pessoas)

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Claro que isso é pouco, uma pesquisa por amostragem do que veio à mente agora. Depois vou incrementando.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Any news?

Vaguei pela rede e não me interessei por nada. Ronaldo se aposentou aos 34, sonho de muita gente... Salário mínimo fechou nos 545,00, uma pena para muita gente. Pena que nem todos são fenômenos do merchandising, dos anunciantes, da bola no pé, carreira mais promissora em nosso país. Que ele descanse e se trate do hipotiroidismo... Vou me lembrar de alguns lances marcantes por algum tempo, até que daqui a 50 anos ele seja condecorado como o novo Rei, como se nós fôssemos eternos súditos da bola. Mas uma coisa me chocou, o derrame sofrido por uma repórter em pleno link ao vivo no Grammy. Imagino a pressão que esta mulher devia sofrer diariamente. Espero que ela fique bem... Enfim, quando nada me chama tanta atenção, recorro à gastronomia. Sites com pratos impecáveis, que dão água na boca e fazem esquecer do resto. Deixo com vocês um deles, e corro para a casa e a comidinha de mãe, que hoje será meu cardápio. Há coisa melhor?

Boa noite e bom jantar...


Portal Quero Comer

Portal Quero Comer


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Alguém tem que ceder!



Pedro Ugarte/AFP

Ele cedeu. Os 18 dias de protestos nas ruas do Cairo, no Egito, não foram em vão. Hoje o povo teve a vitória: o ditador Hosni Mubarak renunciou depois de 30 anos no poder e decidiu mudar-se com a família para o litoral egípcio. Agora o poder está com as Forças Armadas e as eleições estão previstas para setembro. Esse é só o começo, vamos aguardar os próximos capítulos.

E se...?


E se você pudesse passar tudo a limpo? Se pudesse descartar as coisas que causam dor e sofrimento e reescrever uma nova história, com um enredo inédito? E se aquelas manhãs cinzentas voltassem a ter as cores da aquarela, o sol voltasse a brilhar da janela, o ar puro enchesse os pulmões? Se aquela árvore seca se vestisse de novo do verde frondoso e voltasse a oferecer aquela sombra agradável e reconfortante? Se a música não parasse de tocar, nem por um instante, e acalentasse os mais novos sonhos, ainda que distantes? E se um sorriso brotasse daquele rosto sofrido, desgastado pelo tempo e pelas circunstâncias? E se aquela dor de cabeça, aperto no peito, sensação de beco sem saída se diluíssem na certeza de que tudo pode se fazer novo? E se a ansiedade desse lugar à paz, aquela paz que excede todo entendimento? Se a chuva viesse regar novas esperanças? E as lágrimas de alegria brotassem na hora da colheita? E se tudo fosse possível ao que crê? E se você descobrisse que sim, tudo é possível, segundo palavras do próprio Cristo? Olhe pela janela, sente debaixo de uma árvore, respire fundo. Há esperança para o ferido. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã, já dizia o salmista. Agradeça a Deus por te dar, a cada dia, uma página em branco, pronta para ser preenchida por suas escolhas. Apenas o convide para fazer parte delas, pois Sua vontade é boa perfeita e agradável.

Uma sexta-feira de paz para todos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Só nos resta aprender...


Voltando para casa depois de um dia intenso de trabalho, ligo o rádio e ouço a música Sol de Primavera, em plena chuva de verão. Mas a chuva de inspiração dos compositores nos faz refletir:

"A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender"

Beto Guedes/Ronaldo Bastos

Boa quarta-feira!

The pursuit of happyness

Tudo bem que o filme é 'catálogo', de 2006. Já passa até na tv aberta. Mas como diz o slogan de uma locadora perto de casa: Lançamento é tudo o que você ainda não assistiu. Gosto de filmes que mostram determinação, garra, perseverança. Sinônimos ou não, são valores que levam à refletir. Nem todos os que procuram a felicidade a acham, porque procuram no lugar errado. Eu já encontrei a felicidade, e compartilho aqui com quem ainda está à procura.

"Provai, e vede que o SENHOR é bom; feliz o homem que nele confia."
Salmo 34-8

Para quem ainda não viu, fica a dica:

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quem é Ken?

Esta, definitivamente, deveria estar na sessão de notícias bizarras das agências:

"Ken, o boneco masculino que é o par da Barbie, terá uma conta no Twitter e no Facebook para reconquistar sua ex-namorada, ao completar 50 anos este ano, informou a fabricante Mattel nesta quinta-feira.

De acordo com sua biografia oficial, ele nunca se casou com Barbie, e ela apenas usa vestidos de noiva "para satisfazer seus amigos alfaiates".

Barbie e Ken separaram-se oficialmente em 2004, para aproveitar a vida de solteiros."


Desde criança eu já sabia quem era ken, apesar de todas as minhas Barbies terem sido solteiras. O que eu não sabia é desses bastidores sórdidos da notícia, dignos de qualquer celebridade. Afinal, o que não faz um empresário para ressuscitar algumas cifras de lucro? Nem eu tenho conta no Twitter e Facebook, pasmem, mas nosso amigo Ken, tem. Agora, convenhamos, a melhor parte foi esse golpe do véu. Que 'toco' que o Ken levou da Barbie e de seus alfaiates, não? Ele doido para casar e ela só queria desfilar aquela cintura absurdamente esbelta. Claro, deve ter tirado umas quatro costelas, no mínimo... Bom, fato é que eles estão aproveitando a vida de solteiros gente! Como diria meu marido, parafraseando o Quico, 'que coisa, não?' Isso só comprova a tese que acabei de inventar de que boneco também é gente. Vamos ver se esses flertes pela internet vão ajudar Ken a reconquistar Barbie. Mas acho que dentro daquele fino corpitcho não cabe nem um coração.

Ah, só creditando: a matéria citada na Folha é da France Presse.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um brinde ao fim do dia

Mais um dia quente de verão se despede. Por trás do Congresso, o sol aos poucos desaparece, deixando um rastro colorido no céu que emoldura toda a Esplanada. Já são quase 8 da noite, pelo horário de verão, e ele insiste em permanecer um pouco mais. Parece gostar de ser contemplado. Bom para mim, já que acompanho de camarote este crepúsculo, com uma visão panorâmica do comitê de imprensa do Palácio do Planalto. Niemeyer certamente pensou nisso e foi bondoso com os jornalistas. Para aliviar as tensões, assistimos a um belo entardecer. Um brinde ao dia, e ao fim dele.

É dada a largada

Atenção para a chamada: ACM Neto, Jaqueline Roriz, Jean Willys (ex-BBB), Paulo Maluf, Romário, Sarney Filho, Stepan Nercessian, Tiririca. Ah, faltou o Sandes Júnior, de Goiás, e o Acelino Popó Freitas, suplente da Bahia. Esses são apenas alguns ilustres nomes que integram a 54ª Legislatura de nosso país. O povo escolheu, lá estão hoje, elegantes em seus ternos e vestidos de gala, gritando em alto e bom som: assim prometo! A leitura dos nomes dos 513 deputados durou cerca de 40 minutos, em uma das raras sessões em que o quórum é completo, e terminou com uma densa salva de palmas dos novos parlamentares. Novos é modo de dizer, alguns são velhos mesmo, com até 11 mandatos consecutivos, como o deputado Henrique Eduardo Alves, do Rio Grande do Norte. Talvez a maior novidade, em meio a tantos protocolos repetitivos, seja o painel eletrônico do plenário, que foi modernizado. O painel demorou a abrir, deixando o presidente da mesa um pouco irritado. Mas isso é detalhe diante da data em que foi dada a largada para mais 4 anos de mandato. Cada um prometeu mil coisas, algumas que parecem até promessas do executivo e não do legislativo. A Câmara virou picadeiro, ringue e campo de futebol. No palco das principais decisões do país estrelam palhaços, boxeadores, jogadores, atores, advogados, empresários, padres, pastores, uma miscelânea que revela a diversidade brasileira. Vamos ver o que nos aguarda, além da Florentina. Se vamos nocautear a corrupção ou se ela vai nos derrubar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tempo de sobra


Praia do Gunga - AL
 Começar o ano de férias não tem preço. Na verdade, o preço foi pago em 12 suadas prestações de trabalho. Hora para chegar, sem hora para sair. Uma folga aqui, outra ali. Um abono de cinco dias. Mas férias são férias. Insubstituíveis, indispensáveis. Há quem venda 10 dias, há quem esqueça de marcá-las, ou que prefira não tirá-las. Há louco para tudo. Eu sou louca por férias. E dia 1° de janeiro, 10 da manhã, lá estávamos eu e a grande família embarcando para a beira do mar, um mar verde, transparente, paradisíaco. Primeiro destino: Maceió. O hotel na Ponta Verde tinha uma vista única. Andamos pelo calçadão, que ainda exalava a ressaca do reveillon, e depois decidimos descansar um pouco. Na tv, flashes ao vivo da posse da primeira presidenta, como prefere ser chamada. Se não estivesse de férias, lá estaria eu no cercadinho junto com os coleguinhas, cheia de olheira e corretivo depois do ano novo. Mas estava a quase 2 mil quilômetros de distância, sem remorso, sem a chuva de Brasília. Feliz por ter mais alguns dias preciosos de descanso para renovar o ânimo. Dias de céu azul e de pegadas na areia. Segundo destino: Maragogi. A visita aos famosos corais deste lugar era concorrida, virou até caso de polícia pela superlotação dos catamarãs. Mas depois de duas horas perdidas na delegacia com um grupo de turistas irritados, voltamos para a piscina do hotel e apenas adiamos a visita para o dia seguinte. Valeu a pena todo o esforço. A natureza nos pagou uma farta indenização, com juros e correção. Peixes e corais ao alcance das mãos. E os verdes mares de Alagoas mais uma vez nos surpreenderam. A noite na pacata Maragogi nos guardava uma tapioca deliciosa, como de costume. Moqueca, camarão e até pizza também fizeram parte do cardápio, tudo regado a muito suco de cajá. Terceiro destino: Cruzamos a fronteira Alagoas/Pernambuco e chegamos à badalada vila de Porto de Galinhas. Elas estão esculpidas por toda parte, nas vitrines, praças e portas de restaurantes. Lá passeamos de buggy de ponta a ponta. Isso significa ir da praia de Muro Alto, passando pelo Cupe, até chegar ao pontal de Maracaípe. No caminho, paramos para ver o cavalo marinho. Ainda uma pausa para um almoço delicioso e mais suco de cajá. Nos intervalos dessa nossa agenda corrida, abríamos um espaço para caminhar na areia, para estender a saída num lugar qualquer e deitar para contemplar o mar. Um queijo coalho assado sempre caía muito bem nesses momentos. Falar da vida também era nossa distração. Mas uma atração à parte nesta volta ao litoral nordestino foi a estreia do pequeno Samuel, meu sobrinho, nas areias da praia. Ele tem sangue genuíno da família Sales, que ama o mar. Com a ajuda da mãe, da vovó, das tias e do tio coruja, deu seus primeiros passinhos na areia, fez castelo, molhou os pés. Um ano de idade bem vivido. Última parada: Recife. Para não perder a oportunidade de voltar à minha terra natal, gastamos a última manhã de férias nas ruas da capital. Foto no baobá, na casa da cultura e num banquinho em Boa Viagem, onde passeei por longos dias na barriga de minha mãe. Um pulinho em Olinda para contemplar a vista do Alto da Sé fechou com chave de ouro esta jornada que vai ficar gravada não só nas nossas centenas de fotos, mas no coração. E que venha o novo ano, cheio de saúde e trabalho, para aí então virem as novas férias, merecidas, sem hora para chegar, nem para sair. Com tempo de sobra para ser feliz.


Corais de Maragogi - AL

Muro Alto - PE

Alto da Sé - Olinda - PE

Ponta Verde - Maceió - AL

De volta ao fantástico mundo do Blog

Existe alguma pena para quem comete abandono de blog? Há milhares de flagrantes deste delito na rede. Sou ré confessa desse crime, mas estou aqui para me redimir. Depois da rotina voraz do fim do ano, resolvi emendar nas férias e, por consequência, tirei férias do blog. Mas aqui estou eu, curiosamente no dia da saudade, comemorado dia 30, para dar o ar da graça. Meu caso com as palavras e o cotidiano volta à tona. Quem viver, lerá!

Feliz fevereiro novo!