Um certo homem, muito simples, trabalha recolhendo jornais para vender a uma empresa de reciclagem. Quanto mais, melhor. O peso dos tablóides representa quanto ele tirará de sustento ao fim de um dia. Mas este homem não é apenas um catador de papel. É um contador das manchetes que carrega debaixo do braço. De repartição em repartição, chega dando o resumo das notícias da semana. – Você viu? O preço da gasolina vai aumentar. E vai cair mais um ministro! Você viu? – Costuma dizer esbaforido de tanto andar. E quanto mais a pilha de jornais aumenta sobre seus ombros, mais variado fica seu repertório. Ninguém sabe ao certo o nome dele, mas por não guardar a informação só para si, e sair aos quatro cantos divulgando o que leu, este homem foi carinhosamente batizado de Clipping Hoje. O porta-voz mais eficaz de reportagens nas redondezas do Conic, em Brasília. Um batalhador que tem prazer no que faz. O tesouro dele está além do preço do papel reciclável. Está no peso das notícias que o tornam o homem mais bem informado do pedaço. Hoje, ele é quem virou manchete no blog, e eu digo a nova: É que a umidade relativa do ar passou de 10% para 64% em Brasília, e me trouxe de volta à vida e às palavras. Que venha a chuva estampada na capa dos jornais, para mais uma vez o Clipping Hoje exclamar: Você viu?!
Foi amor à primeira sílaba. Quando descobri as orações e períodos, os textos e contextos, então, nem se fala. Me apaixonei perdidamente. Paixão por contar a vida, por imortalizar os fatos, por narrar um cotidiano nada previsível. Esse é o caso antigo que mantenho firme desde que me revelaram este tão nobre ato de escrever.
Quem sou eu
- Ana Gabriella Sales
- Jornalista, casada e amante das palavras. A pernambucana mais brasiliense de todas.
sábado, 17 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Bocado seco
Queria fazer agora um texto alegre, brincando com palavras simples, boas de contar. Começo parodiando Milton, para dizer que até o simples é complicado. Aquele ponto percentual solitário da inspiração me deixa a ver navios nesse mar de terra do Cerrado. Não consigo pensar em mais nada a não ser no mar. Ou no rio, ou na chuva que, além de umidade, traz sempre um quê de melancolia e um fôlego novo para as palavras. Mas a seca assalta minha imaginação. Leva de mim até a última gota de pensamento. Deixa minha mente empoeirada. Tudo ao redor é sem cor, sem a vivacidade do verde. Só o ipê amarelo dá o ar da graça e, de graça, nos alegra o dia. Mas até o azul do céu se rendeu à névoa cinzenta e à fumaça densa que tanto incomoda os pulmões. A fartura de outrora, agora é escassez. É um bocado seco de ideias, que não passam de vãs repetições. Mas se o mar não vem me socorrer, a chuva há de cair e trazer de volta minhas palavras simples e complexas, meus textos alegres ou tristes, minha prosa, minha poesia. Enquanto isso, conto gotas de saudade, para não desperdiçar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Balanço Geral
Entre margaridas e cravos, salvaram-se todos, menos Wagner Rossi. A semana ainda não acabou, mas até aqui foi uma avalanche de acontecimentos que já permitem um balanço, ainda que parcial. 70 mil campesinas do país se alojaram no Pavilhão do Parque da Cidade para a quarta Marcha das Margaridas. Os motivos eram de força maior: combate à violência no campo, que matou Margarida Alves em 1983, melhorias no trabalho e outros benefícios, tudo já bem costurado com o governo. Elas andaram do Parque ao Congresso e deixaram milhares de motoristas aborrecidos. Pudera, carros e margaridas não ocupam o mesmo lugar no espaço. A divisão das faixas foi meio a meio, mas isso não foi suficiente. O engarrafamento foi inevitável. Mas embora os jornais locais só falassem dos transtornos do trânsito, elas não pareciam amarguradas, seguiam cantando. Especialistas já viram o congestionamento por outro ângulo: a culpa é do transporte público ineficiente, que não pode socorrer a população num dia atípico como este. Mas é mais fácil colocar a culpa nos movimentos sociais. Como se Brasília não fosse a capital federal e legítimo palco de manifestações democráticas. Brasilienses devem saber desta natureza, diferente de qualquer outro canto do Brasil. Ossos do ofício. Mas fato é que fiquei três dias atrás de histórias e respostas para as mulheres do campo. A presidente veio no apagar das luzes fazer os anúncios que elas queriam ouvir. No início do discurso chamou Agnelo Queiroz de Agnelo Rossi, talvez lembrando do ministro que naquele momento pedia demissão da pasta da Agricultura. Mas depois, com um chapéu na cabeça, falou o que estava no script. Era hora das centenas de ônibus de margaridas voltarem para casa para, daqui a 4 anos, retornarem à capital. Será que o sistema de transporte já estará pronto para recebê-las? Se elas geraram transtorno, imaginem os torcedores da Copa, do mundo todo? E a semana continua!
sábado, 13 de agosto de 2011
O homem invisível
Carne, osso, coração, cérebro. Estava tudo ali, indiscutivelmente. Olhos para ver, braço forte para trabalhar, ouvidos para ouvir. Não parecia haver nada de errado com aquele homem, a não ser o fato de que ele nunca existiu oficialmente. Era um dos milhares de brasileiros que nasceram e cresceram no mais completo anonimato, sem certidão, sem data ou local de nascimento. Afinal, quem seria aquele homem forasteiro, sem lenço nem documento? Nome ele tinha, chamava-se Eduardo. Idade? Seu palpite era de 35 anos. Rosto sofrido por trabalhar de sol a sol, e mais ainda por não conhecer bem seu passado, sua origem. Por não exercer direitos, só deveres. Dever de ser quem nunca foi no papel. De trabalhar sem garantias. De lidar com a indiferença social. Seu documento era sua palavra. Dizia ter nascido no Maranhão, e vivia de lembranças. E ao ser questionado sobre como calculava a idade, contou que sua mãe, também sem certidão, o ensinou a contar o tempo. Mas isso não era suficiente, precisava de testemunhas que comprovassem sua existência e dessem fé de sua história. Encontrei outros tantos protagonistas de histórias assim em Altamira, no Pará. Eduardo, agricultor, cansado dessa situação, participou de um mutirão para tirar finalmente a primeira via do registro. Na sala de audiências improvisada numa escola, aguardava ansioso na fila. Precisava das testemunhas e de uma foto 3x4. Estava a um passo de ser quem de fato era. Homem de bem, trabalhador, que só queria uma coisa: deixar de ser invisível para ser um cidadão.
Reportagem Cidadania Xingu - http://www.youtube.com/watch?v=aIuucOpLedU
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Xinguzão
Num barquinho, no meio do rio, uma linha, um anzol e um sorriso. Uma história de pescador. Um homem simples e feliz que sem aumentar nem inventar sentenciou: "Tudo o que tem de belo no mundo é o nosso Xinguzão!"
Conhecer um pouco da vida ao redor do Xingu foi tão surpreendente quanto ir ao outro lado do mundo. Um Brasil que jamais havia conhecido de perto se revelou a mim em incansáveis e intensos oito dias. Ao desembarcar em Altamira, no Pará, o ar puro da Amazônia já sarou meus pulmões ressecados de Brasília. Um paradoxo também já se revelava. O maior município do país, com área equivalente a cinco vezes o tamanho da Bélgica, por exemplo, tinha o menor aeroporto de todos por onde já passei. As malas são colocadas por funcionários sobre uma bancada de madeira. Esteira ainda não chegou por lá. Haja força. Depois das malas em mãos, a saída do despacho de bagagens daria direto na rua, no pequeno estacionamento do aeroporto. Ali, a densa vegetação amazônica dava as boas-vindas e renovava meu ânimo, até então seriamente prejudicado, por estar mais uma vez tão longe de casa. Prosseguimos em busca de personagens. Pessoas munidas de informações, histórias e emoções que nos ajudassem a entender aquele lugar imenso. A feira do produtor de Altamira foi a primeira parada. A gentileza e simplicidade do povo logo se revelaram também. Polpa de cupuaçu, tucupi e farinha de tapioca são ingredientes que não podem faltar na casa do altamirense. Como já dizia o feirante, "é tapioquinha de manhã, tapioquinha de tarde e tapioquinha de noite. A gente não vive sem nossa tapioquinha!" A partir daí um novo mundo se descortinava. Ali as pessoas se divertem nas praias. Praias de rio que logo sumirão por conta da grande hidrelétrica de Belo Monte. Elas também se equilibram sobre palafitas, fugindo para abrigos na época da cheia do rio e enfrentando riscos na seca, quando lixo e água parada se acumulam. Crianças correm para lá e para cá sobre as pontes de madeira, que podem ceder a qualquer momento, como aconteceu com Flávio, pai de família que quase perdeu a vida porque caiu sobre um copo de vidro. Dos 100 mil habitantes de Altamira, cinco mil ainda vivem nessa situação. "O que a gente quer mesmo é sair daqui", diz Flávio. E a cidade segue crescendo. Por conta da construção da usina, a expectativa é dobrar o número de habitantes num curto espaço de tempo. A especulação imobiliária já é fato. Aluguéis de 600,00 passaram para 1.500,00. De 1.000,00, para 3.000,00, e assim por diante, como contam os próprios moradores. A rua comercial é efervescente. Teve gente que abandonou a roça para abrir uma empresa. Está dando lucro. Mas muitos ao redor ainda vivem da terra. E a terra roxa, própria para o cacau, é uma das mais valiosas. "O ouro de Altamira é o cacau", já dizia o agricultor Antônio, mais conhecido como Baiano. Orgulhoso da fazenda que gerencia há 25 anos, ele não abre mão da lida. Parte o cacau com a mão mesmo e oferece para a equipe. Por ali também conheci um projeto pioneiro de cacau orgânico da Amazônia. Coisa fina. As amêndoas seguem direto para a Áustria, para fabricar um daqueles chocolates maravilhosos. Mas provei um chocolate artesanal, feito na panela mesmo. Gosto exótico, e não menos saboroso. Foram tantas novidades que não há como esgotar num post. Depois volto e conto da emoção de um homem de meia idade que nunca foi registrado. E da Transamazônica, que de rodovia só tem o nome, escondido num rastro de poeira.
Reportagens Xingu:
Palafitas - http://www.youtube.com/tvnbr#p/u/96/Jz-PXtiG7AA
domingo, 31 de julho de 2011
Ar puro...
...um dos encantos da Amazônia. Depois conto mais direto de Altamira, no Pará. Minha casa por uma semana.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Amizade tem idade?
Recebi esta imagem hoje por email de uma amiga-prima-irmã pelo Dia do Amigo e fiquei pensando na idade de uma amizade. Será que ela tem uma? Será que tem prazo de validade como um produto perecível da prateleira? Será que sobrevive a crises, a longas distâncias, a discordâncias. Até que ponto uma amizade tolera a diferença? E se não tolera, se não é amistosa, será que um dia foi mesmo amizade? Mas algo me diz que uma amizade de verdade é eterna. Até depois da morte deixa saudades. É um amor que não se explica. Não está no sangue, mas no coração. A amizade nasce de uma afinidade extrema, de um carinho, de uma vontade de cuidar, de ver aquela pessoa feliz sem receber nada em troca. Amizade está em conversar sobre tudo, atento aos limites, mas sem fronteiras. É respeitar, acima de tudo, e quando falta o respeito, é saber pedir perdão. E quando se sentir desrespeitado, é saber perdoar. Amizade para mim não tem idade. Se um dia acabou, talvez nunca tenha sido, de fato. Mas se um dia esfriou, pode ser que depois de um tempo reencontre um lugar aquecido reservado no coração. Porque sabiamente diz a Canção da América, uma de minhas favoritas desde a infância, que amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito. Guardo no meu, debaixo de sete chaves, alguns poucos amigos, que me acompanham sempre, e que já vi partir, como meu querido pai-amigo. E quem disse que mãe não pode ser também a melhor amiga? Pode, e é. E todos os outros queridos que tenho um carinho imensurável, um amor que, venha o que vier, não acabará. Obrigada pela inspiração das velhinhas Alline, minha amiga de longa data, de muitas risadas, de momentos difíceis e de superação. Amo vocês, a quem dedico esta canção.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Nonada
Primeiro dia de trabalho depois de uma semana de férias. A vida aos poucos vai voltando ao lugar, com horários, trânsito e responsabilidades que levam à rotineira rotina. Na verdade, minha rotina é um tanto quanto imprevisível. Meu escritório não é na praia, mas também não tem endereço certo. Cada pauta, um destino, um itinerário, um lead, uma chamada. Ou não. Hoje mesmo meu dia não rendeu nada. Só expectativas que não evoluíram para uma matéria. Nada. Só penso em chegar logo em casa e fazer uma receita deliciosa que aprendi hoje. Quem sabe amanhã algum assunto, em algum lugar, faça minha rotina valer a pena. Enquanto isso fico enveredada nesse grande sertão de notícias. Podia estar lendo Guimarães Rosa. Nonada.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Hasta siempre!
O roteiro turístico de qualquer lugar se torna muito mais interessante quando temos tempo de caminhar sem pressa, dispostos a descobrir novas esquinas, observar e sentir o ritmo da cidade. Foi isso que fizemos quando soubemos que o famoso bairro da Recoleta ficava a alguns quarteirões do hotel. Mais uma vez, pé na estrada. Pelo caminho, prédios antigos e rebuscados nos chamam atenção e deixam o passeio ainda mais interessante.
A Recoleta é um bairro nobre cheio de lojas de luxo. Chegamos a entrar em uma galeria de arte e jóias. Também passamos por uma praça de árvores gigantes. Alguns moradores de rua chegam a dormir entre suas raízes.
Mas o que nos interessava mesmo era o Cemitério histórico, onde estão os os túmulos de Eva Perón e da alta sociedade argentina. Antes, uma passagem pela igreja que fica ao lado, construída em 1732, hoje declarada basílica e patrimônio nacional. Subimos algumas escadas da igreja para ver algumas relíquias e descobrimos uma vista aérea do cemitério da Recoleta.
Nunca vimos tanto luxo para os mortos. Dizem que o cemitério da Recoleta é o metro quadrado mais caro da cidade. Inaugurado em 1822, além de receber corpos de personalidades, é um verdadeiro museu a céu aberto, cheio de esculturas e obras de arte que amenizam o clima mórbido do lugar. O Beg quis ficar andando entre os corredores, o que não me agradava muito. Queria sair logo dali... Mas concordo que é um lugar de visitação imprescindível.
Saindo do cemitério, hora do almoço. Restaurantes bem aconchegantes não faltam do outro lado da rua. Promotores ficam na porta fazendo propaganda e entregando folhetos com os cardápios. Escolhemos um onde o prato principal do dia era um ojo de bife, tradicional na Argentina. Para nós, o miolo da alcatra. Servido com batata recheada, salada verde e o típico molho chimichurri, com ervas e pimenta. De cortesia, uma taça de espumante. Delícia!
Da Recoleta voltamos a pé para o Hotel e depois fomos andar na rua Florida, das compras. Só andar... O jantar foi no Puerto Madero. Um buffet livre cheio de carne para todos os gostos, para variar. O Beg só achou tudo meio sem sal. Eu até me acostumei.
Terça-feira - Primeira parada: Palermo
Palermo é um bairro enorme em Buenos Aires, e por isso mesmo dividido em algumas partes. Andamos um pouco pelas ruas do Palermo Viejo. Tem muitas lojas, restaurantes e cafés, além de pracinhas onde crianças e idosos passam o tempo. Lá também encontramos por acaso o Jardim Botânico, lindíssimo. Um pulmão no meio da cidade e também cheio de belas esculturas.
De Palermo para La Boca, onde fica o Caminito
Decidimos conhecer outro ponto muito tradicional, o bairro La Boca, que segundo o taxista é habitado por muitos italianos e descendentes. O bairro é meio esquisito, mas o Caminito é parada obrigatória. É um centro turístico todo colorido e cheio de artesanatos. E o melhor, em todos os restaurantes, apresentações de tango. Escolhemos um para apreciar.
Nosso tempo em Buenos Aires está acabando, mas na mala levaremos alguns alfajores para adoçar estas lembranças e muitas fotos para colorir um álbum que já deixa saudades. Hasta siempre hermanos!
| Vista do hotel: Av. 9 de julio |
| Uma das vitrines chiques da Recoleta. Chocolate! |
Mas o que nos interessava mesmo era o Cemitério histórico, onde estão os os túmulos de Eva Perón e da alta sociedade argentina. Antes, uma passagem pela igreja que fica ao lado, construída em 1732, hoje declarada basílica e patrimônio nacional. Subimos algumas escadas da igreja para ver algumas relíquias e descobrimos uma vista aérea do cemitério da Recoleta.
| Notações do canto gregoriano. O início da escrita musical. |
| Cemitério da Recoleta visto de cima |
Nunca vimos tanto luxo para os mortos. Dizem que o cemitério da Recoleta é o metro quadrado mais caro da cidade. Inaugurado em 1822, além de receber corpos de personalidades, é um verdadeiro museu a céu aberto, cheio de esculturas e obras de arte que amenizam o clima mórbido do lugar. O Beg quis ficar andando entre os corredores, o que não me agradava muito. Queria sair logo dali... Mas concordo que é um lugar de visitação imprescindível.
Saindo do cemitério, hora do almoço. Restaurantes bem aconchegantes não faltam do outro lado da rua. Promotores ficam na porta fazendo propaganda e entregando folhetos com os cardápios. Escolhemos um onde o prato principal do dia era um ojo de bife, tradicional na Argentina. Para nós, o miolo da alcatra. Servido com batata recheada, salada verde e o típico molho chimichurri, com ervas e pimenta. De cortesia, uma taça de espumante. Delícia!
| O que faz parte do chamado cubierto. Sempre pãezinhos com alguma pasta para abrir o apetite. |
Da Recoleta voltamos a pé para o Hotel e depois fomos andar na rua Florida, das compras. Só andar... O jantar foi no Puerto Madero. Um buffet livre cheio de carne para todos os gostos, para variar. O Beg só achou tudo meio sem sal. Eu até me acostumei.
| Mais doce de leite. huuummmmm |
| No caminho, o Teatro Colón. |
Terça-feira - Primeira parada: Palermo
Palermo é um bairro enorme em Buenos Aires, e por isso mesmo dividido em algumas partes. Andamos um pouco pelas ruas do Palermo Viejo. Tem muitas lojas, restaurantes e cafés, além de pracinhas onde crianças e idosos passam o tempo. Lá também encontramos por acaso o Jardim Botânico, lindíssimo. Um pulmão no meio da cidade e também cheio de belas esculturas.
De Palermo para La Boca, onde fica o Caminito
Decidimos conhecer outro ponto muito tradicional, o bairro La Boca, que segundo o taxista é habitado por muitos italianos e descendentes. O bairro é meio esquisito, mas o Caminito é parada obrigatória. É um centro turístico todo colorido e cheio de artesanatos. E o melhor, em todos os restaurantes, apresentações de tango. Escolhemos um para apreciar.
| Tango no restaurante |
| Haja gordura! |
domingo, 10 de julho de 2011
Nuevos e Buenos Aires
A chegada a Buenos Aires no dia da independência da Argentina foi mais calorosa do que imaginávamos. A cidade nos acolheu bem e os termômetros marcavam 15 graus. Ao ver que nosso hotel era bem centralizado, quase ao lado do Obelisco, ficamos ainda mais animados. Paramos para fazer um lanche, já que não havíamos almoçado. A melhor opção foram as tradicionais empanadas do café da esquina do hotel. Quentinhas, assadas na hora. Preferimos as de carne às de frango. Mas todas estavam uma delícia. Para nós, brasileiros, um pastel assado. Só o que não foi uma delícia foi ver o Paraguai fazer 2 gols de virada no Brasil e os argentinos, ainda que contidos, comemorando nas nossas costas.
| Empanadas |
| Entrada do Club del Progreso |
| Hall que leva ao restaurante |
| Prato principal |
| As panquecas de doce de leite:) |
| Tim tim! |
Primeira parada de domingo: San Telmo
A feira de antiguidades de San Telmo é enorme e muito gostosa de andar. Várias barracas, galerias e lojas nos convidam a uma viagem no tempo. Tem de tudo, desde lustres, bússolas, esculturas e móveis até artesanatos locais que imprimem um pouco da história deste lugar. Pena que hoje não teve nenhuma apresentação espontânea de tango na praça principal, mas a caminhada já valeu o passeio. Talvez os dançarinos tenham gasto muito tempo votando, já que hoje foi dia de eleições para governador por aqui.
| Arte em San Telmo |
Paramos para almoçar um prato nada calórico: bisteca com ovos fritos, pimentão assado e batata frita. rs Bom para recarregar as energias, pois ainda andaríamos mais uns 8 km.
Na volta, desembocamos na Plaza de Mayo, ponto central da cidade, onde fica a Casa Rosada, sede do governo argentino. Pose para fotos com a ajuda das dezenas de brasileiros que lá também estavam nesse domingo ensolarado, porém, muito frio.
De lá descemos para o Puerto Madero, bem pertinho. Andamos só a metade, visitamos o museu náutico numa fragata antiga e paramos para tomar um delicioso chocolate quente com um brownie com, adivinhem, doce de leite. É irresistível por aqui.
| Uma das cabines da embarcação |
| Dulce de leche, siempre! |
Hasta mañana!
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